Lá, há muitos anos passados, ainda no Governo FHC, o empresário Paulo Cesar Farias, PC Farias como se tornou conhecido pela mídia e, consequentemente, pelo povão, ainda vivia e aguardava convocação para depor perante o Supremo Tribunal Federal, o conhecido STF.
Foi convocado e, faltando uma semana para prestar seu depoimento, apareceu morto. A polícia prontamente desfez o local do crime impedindo, assim, uma perícia externa. Digamos da Polícia Federal, etc. Apresentaram uma versão estranha de que sua namorada o havia assassinado e suicidado em seguida. As fotos do crime liberadas pareciam insinuar que ela haveria sido “suicidada”... E, talvez, estuprada antes de...
FHC nem se mexeu a respeito. O STF que, deveria ter interesse no depoimento dele, também nem tchum. Enfim, as autoridades deixaram o barco correr, e ninguém mais soube das gordas contas bancárias mantidas pelo morto no exterior. Dizem que teria ficado para seus irmãos, os quais teriam usado o dinheiro para a educação dos filhos do PC. Tudo na base do dizem, certeza certa ninguém, ou, digo, quase ninguém teve.
Segundo um perito, Coronel da Polícia de Alagoas, denunciou como falso o laudo da pericia policial que dizia ele haver sido morto por sua namorada Suzana Marcolino, isto em 23 de junho de 1996, há 20 anos, portanto. E assim, a história da morte do PC ficou até hoje... Quem ficou com a fortuna deixada no exterior? O que aconteceu com ela? O que PC saberia para dizer no STF? A quem atingiria seu depoimento?
Agora, no dia 22 de junho passado, às vésperas de completar o 20º aniversário do assassinato do PC, outro empresário, também Paulo Cesar, “de Barros Morato foi encontrado morto na noite desta quarta (22/06), em um motel no bairro de Ouro Preto, em Olinda, de acordo com a Polícia Federal; Morato era considerado foragido pela Polícia Federal desde a terça-feira (21), quando foi deflagrada a Operação Turbulência; segundo o MPF, Morato é o “verdadeiro responsável pela empresa Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplanagem LTDA” e teria “aportado recursos para a compra da aeronave PR-AFA (que caiu com o ex-governador Eduardo Campos em 2014), além de ter recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas em esquemas de lavagem de dinheiro",
Novamente, a Polícia Federal, e a de Pernambuco, parecem não haverem se interessado em fazer um exame pericial do achado, e rapidamente, para saber se foi suicídio ou assassinato. Não era um caso qualquer, tratava-se de um acusado ligado à compra do jatinho que caiu com Eduardo Campos. Houve até um detalhe de determinada companheira de campanha de Campos haver sido “avisada por Deus”, segundo ela, para não embarcar na aeronave que se sinistrou. E ninguém suspeitou de nada, nem naquela ocasião, nem agora.
Perguntas: periciaram o local? E o que haveria sido descoberto? Penso que "nada" ou um nada que interessasse à Polícia para chegar aos verdadeiros culpados da complicada história do jatinho sem dono. Pois é, sem dono...
Vai acontecer com esse morto agora, também Paulo Cesar, o mesmo que aconteceu com o caso do outro PC?
Será que deixarão o fato cair no esquecimento? Hummm parece que sim....
José Augusto Azeredo

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