Rita Lee sobre sua saída dos mutantes:
"Eu não fui expulsa dos mutantes, eu fui DEMITIDA. Eu cheguei no estúdio e o Arnaldo (Baptista) e o Sérgio (Dias) me chamaram em uma sala. Ambos se sentaram na minha frente em uma mesa e eu atrás em outra cadeira. Ali, naquele momento, eles teceram um texto merda de paz e compreensão, mas na verdade era a minha retirada da banda. Eu não estava usando botina de peão de fábrica daqueles que tem ponta de ferro, mas era a mesma coisa. Os dois chefes me demitiram. Eu sou a voz de mais da metade das músicas dos mutantes mas isso aparentemente não importava para eles. Me afetou? Muito! Saí daquele estúdio cambaleando, entrei no meu fusca e dirigi por dois quilômetros longe dali, quando resolvi parar. Parei. Saí do carro e chorei aos montes, eu era um lixo escorrendo lágrimas. Não sabia mais o que fazer da minha vida. Achei que os mutantes eram os mutantes por causa minha, descobri ali que eu era na verdade um produto. Foi tristeza misturada com raiva e desgosto. Esse sentimento me consumiu por meses até eu ter energia de bolar minha carreira solo."
Rita Lee em sua autobiografia sobre sua saída dos Mutantes.
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