sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Artigos de Zé Augusto V



AS CONCEPÇÕES LENINISTAS

Lenine foi o genial criador da teoria do partido de novo tipo. Partindo da teoria de luta de classes – que ele considerava a essência mesma do socialismo – viu a necessidade da organização de um partido político do proletariado, baseado no centralismo democrático, na disciplina, voltado para a propaganda das idéias do socialismo e da elevação conseqüente do nível de consciência das massas. Instrumento insubstituível para a classe operária impulsionar a revolução social.

Mas Lenine não esteve limitado a ser apenas o idealizador desse partido – foi o organizador principal e chefe do primeiro partido de novo tipo da classe operária a tomar o poder e construir, de forma a mais conseqüente, o socialismo. Isto, pela primeira vez na história da Humanidade.

Na obra “Que fazer?”, encontramos as condições básicas no terreno da organização do partido de novo tipo:

“Ora, eu afirmo: 1º) que não seria possível haver movimento revolucionário sólido sem uma organização estável de dirigentes que assegure a continuidade do trabalho; 2º) que quanto maior a massa integrada espontaneamente à luta, formando a base do movimento e dele participando, mais imperiosa a necessidade de se ter tal organização, e mais sólida deve ser essa organização ( senão será mais fácil para os demagogos arrastar as camadas incultas da massa ); 3º) que tal organização deve ser composta principalmente de homens tendo por profissão a atividade revolucionária; 4º) que em um país autocrático, quanto mais restringirmos o contigente dessa organização, ao ponto de aí não serem aceitos senão os revolucionários de profissão que fizeram o aprendizado na arte de enfrentar a polícia política, mais difícil será “capturar” tal organização e 5º) mais numerosos serão os operários e os elementos de outras classes sociais, que poderão participar do movimento e nele militar de forma ativa”.

Concebendo a organização como partido de revolução social, Lenine considerava a necessidade imperiosa do trabalho de educação, da capacitação de seus membros para a árdua e complexa tarefa de organizar e mobilizar a classe operária: “nossa primeira e imperiosa obrigação é contribuir para formar revolucionários operários que estejam ao mesmo nível dos revolucionários intelectuais em relação à sua atividade no partido”.

E o trabalho de educação não se resumia, para ele, na mera capacitação para atender as necessidades práticas e imediatas do movimento. Preocupava-se, fundamentalmente, com a teoria revolucionária, com a importância da luta teórica: “Sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário. Não seria demasiado insistir sobre essa idéia em um época onde o entusiasmo pelas formas mais limitadas de ação prática aparece acompanhado pela propaganda em voga do oportunismo”. Tal pensamento, diga-se de passagem, é de um impressionante atualidade para o PCB.

Pensava a revolução como obra de milhões, como fenômeno de massa. Para isso, tornava-se necessário organizar e mobilizar as massas operárias, dando-lhes, verdadeiramente, consciência revolucionária. Sentia a necessidade de o proletariado conquistar a hegemonia do processo, o que se daria na medida em que este e seu partido participassem e opinassem ativamente em todos os acontecimentos, quaisquer que fossem as classes envolvidas.

Nesse sentido, afirmava que a “consciência da classe operária não pode ser uma consciência política verdadeira, se os operários não estiverem habituados a reagir contra todo abuso, toda manifestação de arbitrariedade, de opressão e de violência, quaisquer que seja as classes atingidas ...”.

“Devemos ir a todas as classes da população” como teóricos, como propagandistas, como agitadores e como organizadores... . pois não basta dizer-se “vanguarda”, destacamento avançado, é preciso proceder de forma que todos os outros destacamentos se dêem conta e sejam obrigados a reconhecer que marchamos à frente”.

É verdade que muitas de suas propostas tinham em mira a Rússia de 1902. Entretanto, não há como negar-lhes uma validade universal no que concerne ao seu espírito, orientador da ação revolucionária. Não se trata, portanto, de transpô-las mecanicamente sem levar em conta o espaço e o tempo, mas de guiar-se por seu espírito criador.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CLANDESTINIDADE

Percebe-se não existir entre os comunistas brasileiros, hoje, uma idéia muito clara à respeito dessa questão. Em geral, limita-se a uma ligação dela com períodos ditatoriais, com o aspecto repressivo em si, sem levar em conta, devidamente, sua conotação de classe. O comportamento do Partido frente à clandestinidade e a segurança flutua ao sabor do grau maior de repressão ou liberdade, de forma mecânica e a reboque da ação do inimigo. Quando a repressão torna-se mais intensa, surge entre os comunistas o chamado “segurismo”; porém, quando a burguesia afrouxa um pouco as cravelhas, reina o liberalismo, a ilusão de classe. Na verdade, clandestinidade é entendida como necessidade frente a este ou aquele ditador de plantão – a ação do Estado “desligada” da luta de classe. A repressão seria produto da vontade de governantes “maus”, de militares “duros”, e não como uma exigência para as classes dominantes criada a partir da existência mesma da luta de classe.

A conquista do socialismo e do comunismo pela classe operária exige que esta última liquide os privilégios e a própria burguesia como classe. Não existe outra forma de construir o socialismo senão expropriando os expropriadores, isto é, desapropriando os meios de produção e tornando-os propriedade social.

Ocorre que a burguesia não é ingênua e sabe disso. Assim, em qualquer sociedade capitalista, mesmo na mais “democrática” das democracias burguesas os exploradores sabem que a função dos partidos comunistas é levar o proletariado a tomar suas fábricas, suas terras, seus edifícios, empórios e bancos, e colocá-los a serviço do interesse da coletividade. Por isso, a burguesia sempre procurou e vai continuar procurando, por todas as formas e meios ao seu alcance, usando dos métodos mais sutis aos mais violentos, exterminar o partido comunista ( às vezes até fisicamente como prova os casos da Indonésia, Brasil, Chile, Grécia etc. ) , para, dessa forma, tentar barrar o avanço da classe operária em direção ao socialismo. A burguesia compreende perfeitamente, mais que até que muitos comunistas, a importância decisiva do partido político do proletariado para a revolução – por isso esforça-se febrilmente para privar os exploradores de seu partido.

Ademais, nem a teoria marxista-leninista admite, e muito menos a prática histórica comprova, existir a hipótese das classes dominantes, espontânea e pacificamente, abrirem mão de seus privilégios e propriedades de suas imensas riquezas e vida fácil...

Dessa forma, temos que a questão da clandestinidade sempre está posta para os partidos comunistas como uma necessidade gerada pela luta de classes. O que varia – de acordo com a época e o lugar, de acordo com as condições concretas – é o seu grau. Rigoroso nos regimes ditatoriais, mais flexível nas democracias burguesas.

No entanto, ninguém pode duvidar que os serviços secretos de democracias burguesas estáveis, como a França e Itália, por exemplo, deixem de “mapear” o partido, de violar suas correspondências e gravar seus telefonemas, de introduzir informantes e provocadores em suas fileiras, etc. E é evidente que essa atuação dos órgãos de segurança do estado burguês não se dá por acaso ou pela vontade deste ou daquele chefete. Ela visa preservar o modo de produção capitalista, servindo, portanto, diretamente aos interesses da classe burguesa. Por isso, alguns partidos comunistas mais precavidos, mesmo nas condições européias, não abrem mão de uma estrutura clandestina paralela à legal.

Nesse ponto, vamos recordar duas afirmações de Lenine: “1º) que não seria possível haver movimento revolucionário sólido sem uma organização estável de dirigentes, que assegure a continuidade do trabalho (...) 4º) que em um país autocrático, quanto mais restringirmos o contingente dessa organização, ao ponto de aí não serem aceitos senão os revolucionários de profissão que fizeram o aprendizado na arte de enfrentar a polícia política, mais difícil será “capturar” tal organização (...)” (grifos meus, AL).

A história brasileira é rica em ensinamentos quanto à necessidade da clandestinidade no grau apropriado, em decorrência da luta de classes. E torna-se mesmo lamentável que o PCB, após 60 anos de lutas, pouco haja aprendido a respeito.

Ora, o que justamente a sua experiência histórica vem demonstrando é que, devido à incompreensão da necessidade da clandestinidade como decorrência da luta de classes – a ilusão de classe, no dizer do Informe ao VI Congresso – tem sido muito fácil ao inimigo “capturar” a organização, isto, acentuadamente nos últimos 20 anos. Em consequência não tem podido existir “uma organização estável de dirigentes, que assegure a continuidade do trabalho”.

Este País tem uma fortíssima tradição autoritária vinda desde época da colônia. O povo brasileiro tem vivido, como regra, sob regime autocrático, podemos assim dizer. Senão vejamos: nos últimos 50 anos, o Brasil só teve dois períodos onde as liberdades democráticas vigoraram de forma mais ou menos intensa para as massas. Num deles, 1945-1947, o PCB chegou até a legalidade de direito e de fato. No outro, 1958-1964, teve a legalidade de fato, mas não de direito. Feitas as contas, temos 8 anos de vigência maior de liberdades contra 42 anos de arbítrio, fato que comprova, sobejamente, uma tendência autoritária predominante.

De 1935 a 1943, o PCB foi literalmente desbaratado, tendo milhares de militantes presos, torturados ou mortos. Com a cassação do registro em 1948, ou seja, 3 anos após iniciado um processo de democratização, sobreveio nova onda de repressão com a chegada da chamada “guerra fria”. Com o golpe militar reacionário de março de 1964, violenta repressão voltou a se abater sobre o Partido, quase dizimando-o; e o mesmo sucedendo-se após a edição do AI-5. em 1974 teve cerca de uma dezena de membros destacados do CC assassinados, e o massacre que sofreu em 1975, por sua profundidade e amplitude, está ainda por demais vivo na lembrança.

Assim, nesses mesmos 50 anos o PCB sofreu nada menos de 6 grandes massacres, sem contarmos as investidas menores da reação, perdendo-se milhares de militantes. Ou seja, a história ensina que toda vez que o Partido se reorganiza e passa a contribuir melhor para o efetivo assenso das lutas das massas, sofre toda sorte de repressão.

Tais dados nos permitem concluir que as condições específicas de formação da sociedade brasileira, desde a colônia, baseada no grande monopólio da propriedade, não possibilitaram o surgimento de uma democracia burguesa estável, a exemplo dos EE.UU, França, Itália, Suécia, etc. E agora, nada vem indicando que estejamos nesse caminho; pelo menos, não é precisamente nessa direção que apontam as repressões às greves, as centenas de atentados fascistas impunes, o conhecido episódio do Rio-Centro, o ‘pacote” eleitoral de novembro deste ano, os reiterados pronunciamentos reacionários, eminentemente anti-comunistas, dos ministros militares e oficiais do Alto-Comando, a desenfreada campanha anticomunista desenvolvida através dos meios de comunicação, etc.

Por outro lado, temos que a bandeira da legalização do PCB é a mais democrática reivindicação da sociedade brasileira, sem dúvida alguma. Trata-se da conquista da classe operária de poder possuir publicamente seu partido político. Por isso, cabe aos comunistas levantá-la sempre, mais especialmente em épocas de maior vigência das liberdades, ou mesmo da “abertura” atual. Contudo é preciso não perder de vista que uma legalidade “concedida” ou obtida através de conchavos ou abdicação – mesmo parcial – da luta de classes, não pode possuir base social que lhe garanta um futuro. Por isso, trata-se de mera e irresponsável exposição dos militantes e da estrutura partidária à sanha da reação.

A legalidade efetiva do PCB só poderá ser obtida no bojo de um movimento de massas ascendente, em elevado grau de mobilização e organização, e sob a hegemonia do proletariado. Nessas condições, a classe operária – a maior interessada em legalizar seu partido político – não só poderá conquistar a legalidade para o PCB como garantir ( o que é muito mais importante) a sua continuidade. Fora disso, seria tentar uma política aventureira, como a que está sendo posta em prática pela direção de São Paulo, que teria como resultado a entrega leviana do pescoço dos militantes e da estrutura do Partido para a reação.

Sem esquecer a importância da conquista da democracia e da legalidade do PCB, para a caminhada da classe operária rumo ao socialismo, tem o Partido que agir sempre conforme as condições concretas, avaliando bem a correlação das forças na luta de classes, se não quiser ser metódica e periodicamente arrasado. E essas condições concretas exigem a manutenção de um determinado grau de clandestinidade, imprescindível à sobrevivência da organização e a continuidade da ação revolucionária.

As direções, em geral, inclusive e principalmente a Direção Central, tem que ser clandestinas, nas condições do Brasil já explicadas anteriormente. Seria pura ilusão supor a segurança eficiente de um corpo clandestino que possua uma cabeça legal; esta última, levaria inevitavelmente a polícia até os escalões inferiores, em função dos necessários contatos entre dirigentes e dirigidos. Já os militantes de base devem ser legais enquanto cidadãos e políticos participantes do movimento de massas, mas clandestinos quanto à sua condição de membro do Partido. Eis aqui as imensas dificuldades e correspondente habilidade exigida, para a correta combinação do trabalho legal com o ilegal, fato que impõe maior parcimônia e segurança na ligação entre a espinha dorsal dirigente ( que deve ser rigorosamente preservada) e as bases.

Não podemos esquecer que num País de dimensões continentais como este, onde são relevantes as desigualdades regionais, o grau de clandestinidade poderá variar de uma para outra região, talvez entre cidades e até mesmo desta para aquela empresa, segundo as condições concretas de cada lugar. Paralelamente, deve-se considerar ainda a centralização da repressão a nível nacional, que atua em sentido contrário às diferenças regionais, e, ainda, o caráter necessário da clandestinidade.

O importante, a meu ver, é o pleno convencimento de que a opção que se coloca não é entre “segurismo” ou ilusão de classe, como querem fazer crer alguns maldosos e outros equivocados. O Partido carece permanentemente da clandestinidade em função da luta que se trava entre classes inimigas, que possuem contradições antagônicas, e cuja superação pressupõe a liquidação da burguesia como classe pelo proletariado.

Portanto, cabe aos comunistas, a partir da Direção Central, aplicá-la num determinado grau que, sem isolar o Partido das massas e voltá-lo sobre si mesmo, possibilite a continuidade da ação revolucionária pela sobrevivência de um núcleo estável de dirigentes, nacionalmente falando, e da organização como um todo.
Zé Augusto

Asteca Contabilidade e Assessoria

sábado, 31 de janeiro de 2026

Maria Leopoldina Veiga ou Leo


Leo

Esta é a grande amiga Leo, que foi minha professora de russo aqui no Brasil e de muitas outras pessoas cujo número não tenho como precisar mas que devem ter ultrapassado centenas deles.


Foi ao que sei Aeromoça da Aeroflot, participou de diversas sodiedades de Amizade Brasil-URSS.e inúmeras outras atividades profissioais e culturais.

Mulher trabalhadora, independente, guerreira de um lado, e de outro amiga e carinhosa. foi casada com meu também grande amigo Jazon funcionário estadual de São Paulo, pessoa igualmente coceituada e respeitada por todos.

Minha querida amiga ficou um tempão enferma. Agredida por câncer em seu organismo lutou bravamente contra ele durante alguns anos. Até que essa doença infernal subjugou-a e ela veio a falecer no dia 29/01/2025 passado.

Amigo Jazon sei da sua dor imensa. Você durante quase todo o processo acreditou que a Leo resistiria e venceria, daria a volta por cima. E é tão corajoso e valente que creio que até este momento ainda não processou o acontecido tal o amor que a ela dedicava.

Meu querido, já passei por situação semelhante em dezembro de 1978. Tinha uma filha nascida em 13/01/1976 o grande amor de minha vida que, com 1 ano de idade foi constatado que estava possuida pela Linfoide Aguda para a qual ainda não havia tratamento naquela época.

Mesmo assim vivi uma "lua de mel" com ela até 26/12/1978 quando faleceu. Diferente de você apelei para a bebida, enchi a cara, briguei com muita gente, apanhei de uns bati em outros numa loucura sem fim.

Depois da tempestade deio a bonança. Entendi que os pais nascem para morrer antes dos filhos. Quando acontece o contrário como com Gilberto Gil, o dono de uma Pizzaria que eu frequentava e creio que com outras pessoas a dor é imensa, insuportável.

Mas depois vamos aceitando o inexorável, e vamos sentindo uma leve e doce saudade. Mas até hoje quando  trato desse assunto os olhos enchem de lágrimas. Mas doces.

Não tem jeito pessoal!
Zé Augusto
Asteca Contabilidade e Assessoria 

sábado, 10 de janeiro de 2026

BÉSAME MUCHO



Consuelo Leandro



Eu já amava essa música, agora me apaixonei por ela ❤️

Você sabia que uma das canções mais famosas do século XX — “Bésame mucho” — nasceu do coração inquieto de uma menina de apenas 16 anos, aluna de um colégio católico rigoroso?
Consuelo Velázquez veio ao mundo em 21 de agosto de 1916, no México. Pelo lado paterno, descendia de uma linhagem antiga, que carregava com orgulho a memória de um bisavô ilustre. Mas, por trás dessa nobreza distante, a família enfrentava dificuldades bem reais.
Seu pai morreu cedo, deixando a esposa com cinco filhos para criar. A caçula, Consuelo, foi enviada a uma escola católica — a mãe sonhava vê-la freira um dia. Mas o corpo frágil da menina não suportou as longas horas de oração: os desmaios e tonturas a devolveram para casa.
Um dia, durante uma festa infantil, o destino se aproximou com mãos de músico. Um pianista convidado percebeu como, aos 9 anos, aquela menina pobre dominava as teclas com graça inata. Impressionado, ofereceu-se para financiar seus estudos.
Entrar no Conservatório Nacional foi descobrir que a vida disciplinada das religiosas era suave diante da rotina de um futuro músico profissional: seis a sete horas de prática diárias, sem fins de semana, sem feriados, sem respiros.
E então, no silêncio da adolescência, surgiu a canção.
“Bésame mucho” nasceu não de uma lembrança, mas de um desejo.
Era o retrato de um amor que ainda não existia.
“Eu nunca havia sido beijada”, confessou Consuelo muitos anos depois.
“Era apenas um sonho. Uma fantasia.”
Com medo de escândalo — afinal, uma jovem “decente” não deveria compor sobre beijos — enviou a música ao rádio sob pseudônimo.
Mesmo assim, a fama a encontrou. Rápida. Imensa.
A mãe ficou horrorizada: como a filha, criada para ser freira, podia ter escrito algo tão… “perigoso”? Estava certa de que ninguém jamais se casaria com ela.
As portas de Hollywood se abriram. Ofertas, contratos, cifras tentadoras. Mas Consuelo recusou. Sonhava com a música clássica, não com canções consideradas ousadas demais para sua época. Depois de um mês, voltou ao México — à família, ao piano, ao país onde sua vida ganharia raízes.
Casou-se uma única vez, não por paixão, mas por destino. O noivo foi Mariano Rivera Conde, editor musical da rádio que divulgara sua primeira canção. Pediu sua mão três anos depois de conhecê-la. Ela aceitou — e com ele teve dois filhos. Ficou viúva 30 anos antes de morrer e nunca voltou a se casar.
Consuelo viveu discretamente, com rendas modestas, mas profunda importância cultural.
Deu concertos.
Compôs cerca de 200 obras.
Presidiu a União dos Compositores do México.
Foi deputada.
E tornou-se uma figura respeitada no cenário artístico do país.
Enquanto isso, “Bésame mucho” crescia além de qualquer expectativa:
– sucesso mundial imediato,
– número 1 nos EUA após três anos,
– traduzida para 120 idiomas,
– vendendo mais de 100 milhões de cópias,
– interpretada por mais de 700 artistas, incluindo Beatles, Sinatra, Elvis Presley e Plácido Domingo.
Tudo isso graças ao sonho de uma menina que, aos 16 anos, escreveu sobre um beijo que ainda não conhecia — e que o mundo inteiro nunca mais esqueceu.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

O que a Asteca pode fazer por você

Se os companheiros estão pensando que esta frase é de minha autoria estão enganados. Ela foi cunhada pela amiga Neusa, quando editava e imprimia o Boletim Asteca Informa, naquela época, ainda impresso em papel, a partir do segundo semestre de 1997. Faz tempo, heim?


quarta-feira, 20 de julho de 2016

E, assim, nasceu o tal de "O que a Asteca pode fazer por você”.

Bem, após estas reminiscências vamos ao que interessa hoje. Ou seja, o que a Asteca pode ou poderia fazer por você, agora. Por sua entidade, claro. Seja ela uma entidade sindical, seja uma cooperativa, seja uma entidade do movimento popular, ou alguma das clássicas ONG´s, Organizações Não Governamentais. Como vimos antes, a Asteca se dedica a atender a todas aquelas entidades que, para usar um modismo atual, seriam Organizações do Terceiro Setor.

E ela atua nessa área desde maio de 1981, portanto, há mais de 40 anos, sim, nada menos de 40 anos!

Dessa forma, por mais que todos aqui fossemos burros, teríamos nesse tempo todo de ter aprendido alguma coisa do meio, não é mesmo?

Um detalhe: o Zé Augusto, além de contabilista, além de "jurista da classe operária", foi, ainda, sindicalista nos seus áureos tempos de juventude. Nunca exerceu um cargo de dirigente de entidades sindicais de operários, mas, militava ativamente no meio, participando de TODAS as assembléias do seu sindicato, sendo escolhido pelos trabalhadores para as comissões que, se tornavam necessárias, enfim, como se diz na gíria, "sendo ouvido e cheirado" para tudo. Inclusive, teve a honra de, com outros trabalhadores, ser um dos fundadores do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo, lá pelos idos dos primeiros anos de 1960.

Para não dizer que nunca exerci cargo sindical, a bem da verdade, fui Tesoureiro no final dos anos 1950 do Sindicato dos Contabilistas do ES. E, fui Presidente da Cooperativa dos Metalúrgicos entre 1963 e 1966, quando os militares, promoveram minha demissão da Cia. Ferro e Aço de Vitória e da Cooperativa, por subversão, por sinal nunca comprovada...

Abro um parêntesis para explicar esta expressão “jurista da classe operária”. Na década de 1920. havia um marxista austríaco chamado Karl Kautsky. Este cidadão disse que o termo "intelectual" era o que deveria ser aplicado a aqueles que passaram pela Academia, diria eu, que tiraram a poeira dos bancos das faculdades. Já os teóricos do Movimento Operário e Comunista que, jamais passaram pelas academias, nem pelas calçadas delas, como é o meu caso, seriam os "teóricos da classe operária".

Assim, por escrever algumas mal traçadas linhas sobre teoria e prática do Movimento Operário e Comunista, e, pelo fato de haver estudado a fundo a legislação trabalhista brasileira, por uma decisão de assembleia do citado Sindicato dos Metalúrgicos, o qual não podia pagar advogado, lá atrás, anos passados, um companheiro de quem não me recordo o nome, dado meus conhecimentos de legislação trabalhista, segundo ele, comparáveis ao de advogado, chamou-me, parafraseando Kautsky, de "jurista da classe operária". Na prática, digamos, o conhecido “rábula”.

Abrindo outro parêntesis :Mas vim pra São Paulo, como todo mundo, em busca de trabalho e ainda porque aqui se concentrava o maior contingente da classe operária no Brasil, logo, o lugar ideal para a luta pelo socialismo em nossa pátria e no mundo.

Chegando aqui, fiz logo amizade com o companheiro Peninha, apelido que ganhou dos torturadores da Oban. E o companheiro empenhou-se valentemente para conseguir-me um emprego.



E nessa luta apresentou-me ao companheiro Yuktaka Mito (foto ao lado) que perguntou-me se queria montar um escritório de contabilidade, Respondi que sim, mas não tinha grana para tanto. Então ele disse mas eu tenho e arranjou uma mesa e colocou-me no escritório de advocacia de Annibal Fernandes então o maior advogado previdenciário do Brasil e destacado internacionalmente. E lá nascu a Asteca.

Com tudo isso somado, ou seja, a prática política e sindical de tantos anos, aliada ao trabalho de assessoria e consultoria desenvolvido nos últimos 41 anos, no meio sindical e do movimento popular, pudemos amealhar um rico baú de prática e conhecimento teóricos que nos dá suporte para assessorar os companheiros sindicalistas em suas lides, os dirigentes de entidades do movimento popular, das cooperativas de trabalhadores, e aos dirigentes daquilo que se convencionou chamar de Terceiro Setor.

Portanto, companheiros, nós aqui da Asteca somos trabalhadores de uma das poucas empresas especializadas no ramo político-sindical, em nível nacional. A Asteca possui clientes em vários estados da Federação, e dos mais variados tipos. E temos orgulho disso. Temos orgulho de determos um cabedal de conhecimentos teóricos e práticos que nos possibilita atender a clientela e aos amigos, com segurança, profundidade de saber, e honestidade intelectual acima de tudo. Quando não sabemos algo, temos a coragem política de dizer ao cliente ou ao consulente: "isto eu não sei, mas, vou pesquisar a responder no prazo mais breve possível". Ou seja, de maneira alguma enganamos nossos inquiridores.

De posse desse arsenal angariado ao longo de 35 anos de lutas podemos, preparar sua contabilidade; atender as necessidades da área de pessoal, fazendo a Folha, por exemplo, e dando as orientações pertinentes; e, o que é o mais importante, termos as respostas certas para todos seus questionamentos. Além disso, atuamos, ainda, na área de assessoria e consultoria, tirando suas dúvidas sobre problemas contábeis, problemas trabalhistas e previdenciários, problemas da legislação fiscal, da legislação sindical, e políticos. Político aqui, entendido como a política dos trabalhadores, e não a partidária.

E ainda, temos por costume respeitar a todos, independentemente de suas convicções políticas, partidárias, sindicais, religiosas, etc. Praticar a democracia, em qualquer campo, inclusive no trabalho, passa pelo respeito aos cidadãos e seus direitos de escolha.

Finalizando, gostaríamos de pedir sua atenção para o que vivemos no momento atual. Existe aí um Governo que não morre de amores pelo Movimento Sindical e Popular. Propõe a fiscalização das entidades sindicais pelo TCU. Porque, não sei, posto que, essas entidades não são mais atreladas ao Ministério do Trabalho como durante s Ditadura anterior, a de 64, pelo menos, ainda não.

Além disso, a partir do exercício de 2015 os livros Diário e Razão terão de ser encaminhados integralmente, e on line à Secretaria da Receita Federal. Se um Auditor fizer uma inquirição e não gostar de sua resposta, poderá decretar Fiscalização para os últimos 5 anos! Aí, é como costumo dizer, ele atira no que viu e mata o que não viu.

Portanto, nessas condições, sugerimos aos amigos leitores consultarem a fundo seus contabilistas, e, “não sentindo firmeza”, procurarem algum profissional com conhecimentos e experiência suficientes para que sua entidade “não fique pendurada na brocha”...

Eis aqui e em resumo a nossa história e de como nasceu a Asteca.

Aqui na Asteca, na Rua Dr. Costa Júnior 241, Água Branca, São Paulo, fones 11 3673-4855 e 11 97264-3021, estaremos a sua disposição. Se desejar visitar-nos, conhecer nossas instalações, e trocar ideias, além de saborear um bom cafezinho expresso, não se faça de rogado, venha conversar conosco. Pode estar certo que, independente de viés comercial, todos ganharemos com isso.
Zé Augusto

Asteca Contabilidade, Assessoria e Consultoria

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

CEM ANOS QUE ABALARAM O MUNDO


CEM ANOS QUE ABALARAM O MUNDO


Departamento de História (FFLCH) da Universidade de São Paulo – Cidade Universitária – 3 a 6 de outubro de 2017
                                                                                                  3ª. Feira / 3 de outubro
9:00 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO ENTRE O MITO E A HISTÓRIA: Osvaldo Coggiola (USP) Debatedor: Rodrigo Ricupero
9:00 hs. (ANS): MARX E A RÚSSIA: Danilo Nakamura, Ricardo Martins Rizzo, Paulo Barsotti, Luis Antonio Costa
9:00 hs. (AG): POPULISMO E MARXISMO NA RÚSSIA: Lúcio Flavio de Almeida, Cláudio Maia, André Keysel, Henrique Canary, Ramón Peña Castro
9:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA E OS EUA: Sean Purdy, Mary Anne Junqueira, Elizabeth Cancelli, Rodrigo Medina Zagni
9:00 - 13:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): A CONTROVÉRSIA ENTRE ESLAVÓFILOS, OCIDENTALISTAS E EURASIANISTAS: Angelo Segrillo, Giuliana Teixeira de Almeida, Priscila Nascimento Marques, Lucas Simone
14:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA, MEIO AMBIENTE E ORGANIZAÇÃO ESPACIAL: Elvio Rodrigues Martins, Ruy Moreira, Carlos Walter Porto Gonçalves, Douglas Santos
14:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E A EDUCAÇÃO: Ana Paula Hey, Ítalo de Aquino, Roberto Lehrer, Julio Turra, César Minto
14:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA E A EMANCIPAÇÃO DOS JUDEUS: Arlene Clemesha, Saul Kirschbaum, Samuel Feldberg, Jayme Brener, Miriam Oelsner
14:00 hs. (SV): O SILÊNCIO DOS VENCIDOS: OS COMUNISTAS E A REVOLUÇÃO DE 1930: Marcos A. Silva, Heloísa Faria Cruz, José Carlos Barreiro, Marco Aurelio Garcia, Sergio Alves de Souza
14:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO DOS ESCRAVOS: UM BECO SEM SAÍDA? Norberto Guarinello (USP) Debatedor: Uiran Gebara da Silva
17:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E INTELECTUAIS BRASILEIROS: Luiz Bernardo Pericás, Deni Rubbo, Rafael Bivar Marquese, Angelica Lovatto
17:00 hs. (AG): ROSA LUXEMBURGO, GEORG LUKÁCS, WALTER BENJAMIN E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Isabel Loureiro, Jorge Grespan, Francisco Alambert, Wolfgang Leo Maar
17:00 hs. (ANS): UMA “REVOLUÇÃO CONTRA O CAPITAL”? GRAMSCI E A REVOLUÇÃO RUSSA: Álvaro Bianchi (Unicamp) Debatedor: Cícero Araújo
17:00 hs. (CPJ): A NOVA POLÍTICA ECONÔMICA (NEP) 1921-1929: Joana Salem Vasconcellos, Marcos Cordeiro Pires, Luiz E. Simões de Souza, André Martins, Glaudionor Barbosa
17:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO E A URSS EM CONTRACULTURAS: Adrián Pablo Fanjul, Andréia Menezes, Larissa Locosselli, José Mauricio Rocha  
17:00 hs. (SV): A REVOLUÇÃO HÚNGARA DE 1919: Tibor Rabockzai (Universidade de São Paulo) Debatedor: Everaldo de Andrade
19:30 hs. (AH): A CULTURA E AS ARTES NA UNIÃO SOVIÉTICA: Clara de Freitas Figueiredo, Marcos Napolitano, Thyago Marão Villela, Peterson Pessoa, Luiz Renato Martins
19:30 hs. (ANS): A QUESTÃO AGRÁRIA NA RÚSSIA: Ariovaldo U. de Oliveira, Manoel Fernandes, Carlos Borba, Valéria De Marcos, Gilmar Mauro
19:30 hs. (AG): 1917 EM SÃO PAULO, GREVE GERAL: Gilberto Maringoni, Cláudio Batalha, Christina Roquette Lopreato, Luigi Biondi, Eujacio Silveira, Bruno Rodrigo, com estreia do filme 1917, a Greve Geral, de Carlos Pronzato, e relançamento de O Ano Vermelho de Luiz Alberto Moniz Bandeira
19:30 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO RUSSA E AS EDIÇÕES MARXISTAS: Marisa Midori Deaecto, Lincoln Secco, Flamarion Maués, Dainis Karepovs
19:30 hs. (AUDIG) A REVOLUÇÃO RUSSA E O MODERNISMO BRASILEIRO: Francisco Alambert (USP) Debatedora: Priscila Figueiredo
19:30 hs. (SV): CHE GUEVARA E A REVOLUÇÃO RUSSA: Roberto Massari (Fundação Internacional Che Guevara) Debatedor: Luiz Bernardo Pericás
4ª. Feira / 4 de outubro
9:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E REVOLUÇÃO ALEMÃ: Luiz Enrique V. de Souza, Felipe Demier, Fabio Mascaro Querido, Gilson Dantas
9:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO RUSSA E O CINEMA: Marcos A. Silva, Mauricio Cardoso, Wagner Pinheiro Pereira, Alessandro Gamo, Eduardo Morettin
9:00 hs. (AG): A REVOLUÇÃO RUSSA E O EXTREMO ORIENTE: Andrea Longobardi, Wladimir Pomar, Luciano Martorano, Shu Sheng, Fernando Leitão, Edgardo Loguercio
9:00 hs. (CPJ): JOHN REED, GEORGE ORWELL E OUTRAS ESCRITAS SOBRE A REVOLUÇÃO: Daniel Puglia, Marcos César de Paula Soares, Tercio Redondo, Rosângela Sarteschi, Matheus Cardoso da Silva, Lucca Eduardo Maldonado
9:00 hs. (AUDIG): A PSICOLOGIA SOVIÉTICA: PAVLOV, LURIA, VIGOTSKY, LEONTIEV: Miriam Garcia Mijares, Marilene Proença R. de Souza, Fraulein Vidigal de Paula, Maria Luisa S. Schmidt
9:00 - 13:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E OS BÁLCÃS: Savas Matsas (Centro Christian Rakovsky, Atenas) Debatedor: Rodrigo Medina Zagni
14:00 hs. (ANS): DA COMUNA AOS SOVIETS, DE MARX A MARCUSE: Wolfgang Leo Maar (Universidade Federal de São Carlos) Debatedora: Sara Albieri
14:00 hs. (AG): A DERROTA DO OUTUBRO ALEMÃO: Isabel Loureiro (Unesp) Debatedora: Rosa Rosa Gomes
14:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O MUNDO ÁRABE E MUÇULMANO: José Farhat, Malcon Arriaga, Aldo Sauda, Paulo Farah, Osvaldo Coggiola
14:00 hs. (SV): CAPITAL FINANCEIRO E IMPERIALISMO, GUERRA MUNDIAL E REVOLUÇÃO: Edmilson Costa, Sofia Manzano, Apoena Cosenza, Fátima Previdelli
14:00 hs. (CPJ): O PODER SOVIÉTICO E AS POTÊNCIAS OCIDENTAIS: Virgílio Arraes (UnB) – Reginaldo Nasser (PUC-SP) Debatedor: Daniel Gaido
17:00 hs. (AH): URSS E REVOLUÇÃO MUNDIAL: REVOLUÇÃO PERMANENTE? Daniel Gaido (Universidad de Córdoba) Debatedor: João Machado
17:00 hs. (AG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A FRANÇA: Gérard Goujon (Éducation Nationale, França) Debatedor: Carlos A. Zeron
17:00 hs. (ANS): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E REVOLUÇÃO ESPANHOLA: Antônio Rago, Ana Lúcia Gomes Muniz, Fernando Camargo, Ivan Rodrigues Martin, Ismara Izepe de Souza
17:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O IMPÉRIO OTOMANO: Heitor Carvalho Loureiro, José Farhat, Ramez Philippe Maaluf, Nelson Bacic Olic, Soraya Misleh
17:00 hs. (SV): 1989-1991: FIM DO MARXISMO? Mariano Schlez (Universidad del Sur, Argentina) Debatedora: Paula Marcelino
17:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A HOMOSSEXUALIDADE: Wilson Honório da Silva (Faculdades Integradas Guarulhos) Debatedoras: Amanda Palha e Gisele Sanfroni 
19:30 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E INTELECTUALIDADE EUROPEIA: Vladimir Safatle, Paulo Arantes, Michael Löwy (CNRS, França)
19:30 hs. (ANS): O BOLCHEVISMO: AVATAR POLÍTICO OU ALTERNATIVA HISTÓRICA?  Jorge Altamira (Universidad Obrera, Buenos Aires) Debatedor: Antonio Bertelli
19:30 hs. (AG): A URSS E A REVOLUÇÃO CUBANA: Áquilas Mendes, Ramón Peña Castro, Carlos Alberto Barão, José R. Mao Jr, Stella Grenat (Universidad de Buenos Aires)
19:30 hs. (CPJ): O PCB E A UNIÃO SOVIÉTICA: Milton Pinheiro, Carlos Fernando Quadros, Marcus Dezemone, Augusto Bonicuore, Marly Vianna
19:30 hs. (SV): REVOLUÇÕES: AS ESQUINAS PERIGOSAS DA HISTÓRIA: Valério Arcary (IFECT) Debatedores: Valter Pomar e Ana Carolina Ramos
19:30 hs. (AUDIG): CONSELHISTAS, ANARQUISTAS E REVOLUÇÃO RUSSA: Elena Schembri, Felipe Correa, Gabriel Zacarias, Ricardo Rugai
5ª. Feira / 5 de outubro
9:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO E CIÊNCIA SOVIÉTICA: Pedro Ramos, Gildo Magalhães, João Zanetic, Marcia R. Barros da Silva, Francisco A. Queiroz, Douglas Anfra
9:00 hs. (AG): LITERATURA RUSSA E REVOLUÇÃO: Arlete Cavaliere, Noé Oliveira Polli, Fatima Bianchi, Mário Ramos Francisco Jr
9:00 hs. (ANS): OS ESPORTES NA UNIÃO SOVIÉTICA: Flávio de Campos, Luiz Henrique de Toledo, Wagner X. Camargo, José Carlos Marques
9:00 hs. (AUDIG): OPOSIÇÃO DE ESQUERDA E TROTSKISMO NO BRASIL: Tullo Vigevani, Dainis Karepovs, José Castilho Marques Neto, Felipe Gallindo, Iram Jácome Rodrigues
9:00 (CPJ): AS REBELIÕES ANTIBUROCRÁTICAS NA EUROPA ORIENTAL: João Pedro Bueno, Francine Iegelski, Osvaldo Coggiola, Tibor Rabockzai
9:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): AS MULHERES NA REVOLUÇÃO RUSSA: Joana El-Jaick Andrade, Alana Moraes, Daniela Mussi, Diana Assunção, Iole Ilíada
14:00 hs. (ANS): O BOLCHEVISMO, A COMINTERN E A QUESTÃO NEGRA: Emerson Santos, Wilson Honório da Silva, Eduardo Januário, Fernando Frias, Aruã de Lima, Claudiceia Durans, Muryatan Barbosa
14:00 hs. (AG): A PSICANÁLISE NA RÚSSIA: Renata Udler Cromberg, João Augusto Frayze-Pereira, Paulo Sérgio de Souza Jr, Eduardo Kawamura
14:00 hs. (AUDIG): OS SURREALISTAS E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Michael Löwy (CNRS, França) Debatedores: Jorge Grespan e Alex Januário
14:00 hs. (CPJ): ITÁLIA: CONSELHOS OPERÁRIOS E PARTIDO COMUNISTA: José Luiz del Roio, Lincoln Secco, Elisabetta Santoro, Homero Santiago
14:00 hs. (SV): HUMOR RUSSO E HUMOR SOVIÉTICO: Elias Thomé Saliba (Universidade de São Paulo) Debatedor: Francisco Alambert
17:00 hs. (AH): A UNIÃO SOVIÉTICA E A ÁFRICA: Marina Gusmão de Mendonça, Leila Hernandez, Maria Cristina Wissenbach, Tânia Macedo, José Luiz Cabaço, Carlos Alberto Barão
17:00 hs. (AG): LYSSENKO E O DRAMA DA GENÉTICA SOVIÉTICA: Boris Vargaftig (ICB – USP) Debatedores: Carlos Winter e Fabio Andrioni
17:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO TURCA E A RÚSSIA SOVIÉTICA: Sevtap Demirci (Instituto Atatürk - Universidade Boğaziç) Debatedor: Heitor C. Loureiro
17:00 hs. (CPJ): LENIN E LENINISMO: O QUE FAZER? Anderson Deo, Antonio Carlos Mazzeo, Valério Arcary, André Ferrari
17:00 hs. (AUDIG): FIM DO COMUNISMO OU COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO? Carlos A. Toledo, Anselmo Alfredo, Marildo Menegat, Ivan Cotrim
17:00 hs. (SV): HISTORIOGRAFIA SOVIÉTICA E HISTORIOGRAFIA BRITÂNICA: Mauricio Parisi (USP) Debatedor: Milton Pinheiro (UNEB)
19:30 hs. (AH): A INTERNACIONAL COMUNISTA, DA COMINTERN AO KOMINFORM: Everaldo Andrade, Antonio Bertelli, Antonio C. Mazzeo, Sean Purdy
19:30 hs. (AG): O ESTADO NA SOCIEDADE SOVIÉTICA: Alysson Leandro Mascaro, Camilo Onoda Caldas, Silvio Luiz de Almeida, Luiz Felipe Osório
19:30 hs. (ANS): PERESTROÏKA: PORQUE NÃO DEU CERTO? Lenina Pomeranz (Universidade de São Paulo) - José Arbex (PUC)
19:30 hs. (CPJ): FIDEL CASTRO E CHE GUEVARA ENTRE LENDA E REALIDADE: Luiz Bernardo Pericás (USP) Debatedor: Áquilas Mendes
19:30 hs. (SV): O COMUM E O COMUNISMO, ONTEM E HOJE: Jean Tible, Henrique Parra, Ricardo Teixeira, Tatiana Roque
19:30 hs. (AUDIG): VANGUARDAS RUSSAS MODERNISTAS E REALISMO SOCIALISTA: Rubens Machado, Francisco Foot Hardman, Quezia Brandão, Valentim Facioli
. Feira / 6 de outubro
9:00 hs. (AH): A EXPERIÊNCIA JURÍDICA SOVIÉTICA: Guilherme Cortez, Jorge Souto Maior, Márcio Bilharino Naves, Marcus Orione, Carolina Catini
9:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (LENIN E TAYLOR): Afrânio Catani (USP) Debatedores: Angela Lazagna e Gilson Dantas
9:00 hs. (ANS): REVOLUÇÃO RUSSA E PENSAMENTO LATINO-AMERICANO: Gilberto Maringoni, Igor Fuser, Gabriela Pellegrino Soares, Vinicius Moraes, Flavio Benedito
9:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO RUSSA E O BRASIL: Frederico Duarte Bartz, Felipe Castilho de Lacerda, Christiano Britto Monteiro, Rosana de Moraes, Lucca Eduardo Maldonado
9:00 hs. (SV): A RÚSSIA DE PUTIN E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Joimar de Castro Menezes (Universidade São Judas Tadeu) Debatedora: Lidiane Rodrigues
9:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA NAS LITERATURAS HISPÂNICAS: Margareth Santos, Pablo Gasparini, Gabriel Lima, Graciela Foglia
14:00 hs. (AH): PCB, PC do B, TROTSKISTAS, PT: AS METAMORFOSES DO COMUNISMO BRASILEIRO: Rodrigo Ricupero, Murilo Leal, Pedro Pomar, Carlos Zacarias, Eduardo Almeida
14:00 hs. (ANS): GEOPOLÍTICA E GEO-HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO SOVIÉTICA: André Martin, Erivaldo C. de Oliveira, Rafael Duarte Villa, Valter Pomar, Wanderley Messias da Costa
14:00 HS. (AG): O STALINISMO: SOCIALISMO OU ANOMALIA HISTÓRICA? Breno Altman, Waldo Melmerstein, Darlan Montenegro, Zilda Iokoi, André Singer
14:00 hs. (CPJ): GUERRA FRIA E HEGEMONIA DO DÓLAR: Maria Lucia Fattorelli (Auditoria Cidadã da Dívida) Debatedores: Leda Paulani e José Menezes
14:00 hs.. (SV): CHILE 1973: FIM DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA? Enio Bucchioni, Horácio Gutiérrez, Plinio de Arruda Sampaio Jr, Fabio Luis Barbosa
14:00 hs. (AUDIG): O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS E A “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS”: Raquel Varela (Universidade Nova de Lisboa) Debatedora: Vera Ferlini
17:00 hs. (AH): O FIM DA URSS: ANÁLISE DAS CAUSAS: Angelo Segrillo, Gilson Dantas (UnB), Robério Paulino (UFRN), Martin Hernandez, Lívia Cotrim
17:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO RUSSA E AMÉRICA LATINA: Fernando Sarti, Everaldo Andrade, Felipe Deveza, Yuri Martins Fontes, Mateus Fiorentini
17:00 hs. (ANS): A ESQUERDA NO BRASIL HOJE: João Batista de Araújo (Babá), Valério Arcary, Mauro Iasi, Guilherme Boulos, Breno Altman, José Maria de Almeida (Zé Maria), Gilmar Mauro
17:00 hs. (AUDIG): HISTÓRIA E REVOLUÇÃO: CEM ANOS DE ERIC HOBSBAWM: Lincoln Secco, Francisco Alambert, Fernando Novais, Marcos A. Silva
17:00 hs. (SV): LÊNIN E A REVOLUÇÃO RUSSA: Vladimir Palmeira (Faculdades Honório Alonso) Debatedor: Francisco Miraglia
17:00 hs. (CPJ): MÚSICA E REVOLUÇÃO SOVIÉTICA: José Geraldo Vinci de Moraes (USP) Debatedor: Antonio C. Mazzeo
19:30 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O SÉCULO XXI: Jorge Altamira, Savas Matsas, Plinio de Arruda Sampaio Jr, Valter Pomar, Eduardo Almeida
19:30 hs. (AG): O “BLOCO SOCIALISTA”, BALANÇO ECONÔMICO: José Menezes Gomes, Gilson Dantas, Leda Paulani, Vitor Schincariol, Edgardo Loguercio
19:30 hs. (ANS): CLASSE OPERÁRIA E REVOLUÇÃO: O PROLETARIADO AINDA É AQUELE? Ricardo Antunes, Iram Jácome Rodrigues, Ruy Braga, Raquel Varela
19:30 hs. (AUDIG): IMPERIALISMO E REVOLUÇÃO, ONTEM E HOJE: Virgínia Fontes (Universidade Federal Fluminense), Lúcio Flavio de Almeida (PUC), Antônio Roberto Espinosa (Unifesp), Regina Gadelha (PUC)
AH: Anfiteatro de História - AG: Anfiteatro de Geografia - ANS: Anfiteatro Nicolau Sevcenko - CPJ: Sala Caio Prado Júnior - SV: Sala de Vídeo - AUDIG: Auditório de Geografia
Comissão OrganizadoraOsvaldo Coggiola, Jorge Grespan, Sean Purdy, Everaldo de Andrade, Milton Pinheiro, Francisco Alambert, Angelo Segrillo, Lincoln Secco, Rodrigo Ricupero, Luiz B. Pericás, Adrián Fanjul, Maria Luisa Schmidt
Apoio: Laboratório de Estudos da Ásia (LEA), GMarx, Boitempo Editorial, Programa de Pós-Graduação em História Econômica, NEPH (Núcleo de Economia Política e História Econômica), Centro de Estudos Africanos, LUDENS, CAHIS, CEDHAL (Centro de Demografia Histórica da América Latina), NACI - Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional, Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM), Consulado Geral da República da Turquia
Inscrições: http://cemanosrevolucaorussa.fflch.usp.br/                                     
SERÃO FORNECIDOS CERTIFICADOS DE FREQUÊNCIA
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