terça-feira, 12 de maio de 2026

Leila Diniiz


Pesquisar a vida da Leila Diniz me fez escrever com o estômago em chamas...
Porque toda vez que eu mergulho nesses fragmentos do nosso passado, eu fico imaginando aqueles generais da ditadura de 64, de farda engomada, medalha brilhando no peito, mas alma mofada por dentro, espumando nos cantos da boca, berrando suas ordens... Eu quase consigo vê-los ali, mascando ódio como quem mastiga tabaco barato, encarando a televisão com aquele olhar de quem não suporta o próprio desejo, de quem não tolera a própria rigidez, de quem só sabe viver pela régua do castigo. Homens iguais, roupas iguais, pensamentos iguais. Esse povo que confundiu moral com repressão, ordem com mutilação, poder com medo. E contra eles… uma mulher. Uma mulher linda, livre, luminosa. Uma mulher que ousou existir sem pedir licença. Uma mulher que dizia o que queria, amava quem queria, vivia como queria. E era isso que mais corroía aqueles homens empoeirados de mente, esses velhos de espírito que vivem presos dentro de si mesmos. Porque no fundo, toda ditadura tem pavor do que não consegue controlar. E Leila Diniz era incontrolável. Eu comecei essa pesquisa achando que ia falar sobre escândalo. Mas terminei entendendo que o que Leila fez foi expor a hipocrisia inteira de um país que sempre castigou mulheres por existirem. Ela não foi o problema. Ela foi o espelho.

Leila nasceu em 1945, no Rio de Janeiro, em um lar onde liberdade era semente. O pai, Nelson Diniz, era militante de esquerda, funcionário público e comunista convicto. A mãe, professora, acreditava na autonomia da filha. Era uma casa onde ideias circulavam, onde mulher não era subcategoria humana, onde se discutia política no almoço e literatura no jantar. Leila cresceu ouvindo que podia falar, podia discordar, podia existir inteira. E quando uma menina cresce assim num país que espera silêncio, ela vira um problema desde cedo.
Começou a trabalhar cedo também. Deu aula em escola infantil, foi babá, entrou no teatro amador. Aos 17 anos já tentava carreira de atriz. Não tinha plano perfeito, nem disciplina fantasiosa. Tinha talento, espontaneidade e uma naturalidade no corpo que o Brasil não sabia como interpretar. Muito antes de virar símbolo sexual, Leila já era símbolo de liberdade.
O país entrou na ditadura militar em 1964. Censura, vigilância, tortura, medo. A moral oficial do regime era um moralismo plástico, sujo, paranoico, moldado por homens que tinham horror ao que não podiam domar. E no meio dessa paisagem cinza, Leila brilhava em tecnicolor. Em 1966 entrou para a TV Globo e rapidamente se tornou uma das atrizes mais carismáticas do país. Mas foi fora das novelas que ela balançou o regime.
Em 1969, Leila deu a famosa entrevista ao jornal O Pasquim. Uma entrevista que, sozinha, virou terremoto cultural. Falou sobre amor, sobre prazer, sobre autonomia, sobre vida sexual, sobre maternidade, sobre ser mulher. E foi ali que ela disse a frase que virou estilhaço na janela do regime: “Você pode amar uma pessoa e ir para a cama com outra? Já aconteceu comigo.” Essa frase, simples e honesta, mexeu mais com os generais do que qualquer panfleto político. A ditadura militar pirou. Não é exagero. Pirou de verdade.
A raiva foi tanta que o governo sentou sua bunda pesada sobre a Constituição e publicou o Decreto-Lei 1077, em janeiro de 1970. Um decreto que ficou conhecido como o AI-5 da Cultura. Um instrumento jurídico feito especificamente para censurar publicações contrárias à moral e aos bons costumes. E tudo porque uma mulher teve coragem de dizer a verdade sobre si mesma. Uma mulher que falava o que queria, porque nunca foi criada para ter medo de homem armado.
E aí veio o episódio que eternizou o nome dela. Em 1971, grávida de sete meses, foi à praia de biquíni. E o Brasil inteiro entrou em colapso moral. As fotos rodaram o país. A imprensa caiu matando. Os moralistas tiveram síncope. Os generais espumaram pela boca com mais intensidade do que você imagina. Leila virou símbolo de decadência para uns, símbolo de libertação para outros. Mas o mais bonito é que ela nunca quis ser símbolo de nada. Ela só estava vivendo. Vivendo com o corpo que era dela. Vivendo a gravidez como um ato de amor e não como objeto de pudor. Vivendo sem pedir permissão a nenhum velho mofado que achava que mulher grávida tinha que se esconder atrás de cortina.
Pagou caro por isso. A TV Globo a demitiu sob o pretexto de que seu comportamento “não combinava com a imagem da emissora”. E quem a acolheu foi a TV Tupi, onde continuou trabalhando com brilho e irreverência. A verdade é que Leila Diniz foi punida por existir. Não por ato político explícito, mas por ser uma mulher inteira em um país acostumado a quebrar mulheres em pedaços.
No cinema, fez papéis marcantes. Em Asfalto Selvagem, em Todas as Mulheres do Mundo, em Por Um Amor em Veneza. Era magnética, engraçada, espontânea, intensa. Alguns críticos diziam que Leila não interpretava. Ela acontecia. E é impossível discordar. Leila tinha o tipo de presença que não se aprende em escola. Era vida transbordando.
Em 1972, Leila viajou para a Austrália para um trabalho. Na volta, O voo Japan Airlines 471 caiu antes do pouso. Ela tinha 27 anos. Vinte e sete. A morte dela foi uma facada no país. Veja só você, a hipocrisia. Foi como se alguém tivesse apagado uma lâmpada que iluminava um buraco escuro da nossa moralidade. O Brasil chorou. Porque só quando uma mulher livre morre é que o país percebe o silêncio que sempre quis impor a ela.
E aí volto a pensar no que somos hoje. No quanto ainda repetimos a mesma lógica da ditadura, só que agora com celular na mão. No quanto ainda temos gente indignada com a liberdade alheia. Mas não é todo mundo. É um grupo específico. É sempre essa mesma fauna de conservadores ressentidos, como disse Fernanda Lima, esses sujeitos empoeirados de alma, mofados por dentro, agarrados ao passado com medo do próprio desejo. Eles envelhecem no corpo. Envelhecem no espírito. São os velhos de mente, que espumam na internet porque não suportam que o mundo gire sem pedir autorização a eles.
Leila Diniz foi o avesso disso. O anti-mofado, o anti-recalque, o anti-silêncio. E seu corpo, sua voz, sua alegria e sua coragem abriram portas que ninguém mais conseguiu fechar. Ela incomodou porque era livre. E liberdade, quando vivida sem medo, tem o péssimo hábito de revelar todas as prisões alheias.
Leila viveu pouco. Mas viveu mais do que muita gente que vive um século inteiro acorrentado dentro de si. Ela foi mulher num país que não sabe amar mulheres. Ela foi livre num país que tem medo da liberdade. Ela foi verdade num país que idolatra aparência. E por isso contar sua história importa. Porque o país que tentou calá-la é o mesmo país que hoje precisa ouvi-la.
Leila Diniz não foi escândalo.
Leila Diniz não foi exagero.
Leila Diniz foi vida.
E isso sempre será maior do que qualquer ditadura.

ASTECA Contabilidade e Assessoria

terça-feira, 28 de abril de 2026

Nino e São Jorge Guerreiro

José Edemundo Alves da Silva, foi irmão do Valdo, pessoa alegre e um ótimo amigo.

Era um santo, claro que não. Como todo mundo tinha defeitos. Mas quem não os tem?
Todos temos. Mas o importante é que seus acertos eram maiores que seus erros.
Certo dia plantou em meu quintal mudas da planta "Babosa" que não lembro o porque, mas mantenho lá como lembrança dele até hoje.
Por isso, ouso afirmar que meu querido amigo era um cara bom.


"Hoje, 23 de abril,u  além de ser o dia consagrado a São Jorge, também é a data em que o meu irmão Nino completaria 84 anos. Infelizmente, sua vida foi cortada muito antes do tempo.

Restou a saudade e as muitas recordações. 

Continuará sempre vivendo na nossa memória."

Mensagem de Edwaldo Alves da Silva

Irmão do Nino

Asteca Contablidade e Assessoria

Zé Augusto

sábado, 31 de janeiro de 2026

Maria Leopoldina Veiga ou Leo


Leo

Esta é a grande amiga Leo, que foi minha professora de russo aqui no Brasil e de muitas outras pessoas cujo número não tenho como precisar mas que devem ter ultrapassado centenas deles.


Foi ao que sei Aeromoça da Aeroflot, participou de diversas sodiedades de Amizade Brasil-URSS.e inúmeras outras atividades profissioais e culturais.

Mulher trabalhadora, independente, guerreira de um lado, e de outro amiga e carinhosa. foi casada com meu também grande amigo Jazon funcionário estadual de São Paulo, pessoa igualmente coceituada e respeitada por todos.

Minha querida amiga ficou um tempão enferma. Agredida por câncer em seu organismo lutou bravamente contra ele durante alguns anos. Até que essa doença infernal subjugou-a e ela veio a falecer no dia 29/01/2025 passado.

Amigo Jazon sei da sua dor imensa. Você durante quase todo o processo acreditou que a Leo resistiria e venceria, daria a volta por cima. E é tão corajoso e valente que creio que até este momento ainda não processou o acontecido tal o amor que a ela dedicava.

Meu querido, já passei por situação semelhante em dezembro de 1978. Tinha uma filha nascida em 13/01/1976 o grande amor de minha vida que, com 1 ano de idade foi constatado que estava possuida pela Linfoide Aguda para a qual ainda não havia tratamento naquela época.

Mesmo assim vivi uma "lua de mel" com ela até 26/12/1978 quando faleceu. Diferente de você apelei para a bebida, enchi a cara, briguei com muita gente, apanhei de uns bati em outros numa loucura sem fim.

Depois da tempestade deio a bonança. Entendi que os pais nascem para morrer antes dos filhos. Quando acontece o contrário como com Gilberto Gil, o dono de uma Pizzaria que eu frequentava e creio que com outras pessoas a dor é imensa, insuportável.

Mas depois vamos aceitando o inexorável, e vamos sentindo uma leve e doce saudade. Mas até hoje quando  trato desse assunto os olhos enchem de lágrimas. Mas doces.

Não tem jeito pessoal!
Zé Augusto
Asteca Contabilidade e Assessoria 

sábado, 10 de janeiro de 2026

BÉSAME MUCHO



Consuelo Leandro



Eu já amava essa música, agora me apaixonei por ela ❤️

Você sabia que uma das canções mais famosas do século XX — “Bésame mucho” — nasceu do coração inquieto de uma menina de apenas 16 anos, aluna de um colégio católico rigoroso?
Consuelo Velázquez veio ao mundo em 21 de agosto de 1916, no México. Pelo lado paterno, descendia de uma linhagem antiga, que carregava com orgulho a memória de um bisavô ilustre. Mas, por trás dessa nobreza distante, a família enfrentava dificuldades bem reais.
Seu pai morreu cedo, deixando a esposa com cinco filhos para criar. A caçula, Consuelo, foi enviada a uma escola católica — a mãe sonhava vê-la freira um dia. Mas o corpo frágil da menina não suportou as longas horas de oração: os desmaios e tonturas a devolveram para casa.
Um dia, durante uma festa infantil, o destino se aproximou com mãos de músico. Um pianista convidado percebeu como, aos 9 anos, aquela menina pobre dominava as teclas com graça inata. Impressionado, ofereceu-se para financiar seus estudos.
Entrar no Conservatório Nacional foi descobrir que a vida disciplinada das religiosas era suave diante da rotina de um futuro músico profissional: seis a sete horas de prática diárias, sem fins de semana, sem feriados, sem respiros.
E então, no silêncio da adolescência, surgiu a canção.
“Bésame mucho” nasceu não de uma lembrança, mas de um desejo.
Era o retrato de um amor que ainda não existia.
“Eu nunca havia sido beijada”, confessou Consuelo muitos anos depois.
“Era apenas um sonho. Uma fantasia.”
Com medo de escândalo — afinal, uma jovem “decente” não deveria compor sobre beijos — enviou a música ao rádio sob pseudônimo.
Mesmo assim, a fama a encontrou. Rápida. Imensa.
A mãe ficou horrorizada: como a filha, criada para ser freira, podia ter escrito algo tão… “perigoso”? Estava certa de que ninguém jamais se casaria com ela.
As portas de Hollywood se abriram. Ofertas, contratos, cifras tentadoras. Mas Consuelo recusou. Sonhava com a música clássica, não com canções consideradas ousadas demais para sua época. Depois de um mês, voltou ao México — à família, ao piano, ao país onde sua vida ganharia raízes.
Casou-se uma única vez, não por paixão, mas por destino. O noivo foi Mariano Rivera Conde, editor musical da rádio que divulgara sua primeira canção. Pediu sua mão três anos depois de conhecê-la. Ela aceitou — e com ele teve dois filhos. Ficou viúva 30 anos antes de morrer e nunca voltou a se casar.
Consuelo viveu discretamente, com rendas modestas, mas profunda importância cultural.
Deu concertos.
Compôs cerca de 200 obras.
Presidiu a União dos Compositores do México.
Foi deputada.
E tornou-se uma figura respeitada no cenário artístico do país.
Enquanto isso, “Bésame mucho” crescia além de qualquer expectativa:
– sucesso mundial imediato,
– número 1 nos EUA após três anos,
– traduzida para 120 idiomas,
– vendendo mais de 100 milhões de cópias,
– interpretada por mais de 700 artistas, incluindo Beatles, Sinatra, Elvis Presley e Plácido Domingo.
Tudo isso graças ao sonho de uma menina que, aos 16 anos, escreveu sobre um beijo que ainda não conhecia — e que o mundo inteiro nunca mais esqueceu.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

CEM ANOS QUE ABALARAM O MUNDO


CEM ANOS QUE ABALARAM O MUNDO


Departamento de História (FFLCH) da Universidade de São Paulo – Cidade Universitária – 3 a 6 de outubro de 2017
                                                                                                  3ª. Feira / 3 de outubro
9:00 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO ENTRE O MITO E A HISTÓRIA: Osvaldo Coggiola (USP) Debatedor: Rodrigo Ricupero
9:00 hs. (ANS): MARX E A RÚSSIA: Danilo Nakamura, Ricardo Martins Rizzo, Paulo Barsotti, Luis Antonio Costa
9:00 hs. (AG): POPULISMO E MARXISMO NA RÚSSIA: Lúcio Flavio de Almeida, Cláudio Maia, André Keysel, Henrique Canary, Ramón Peña Castro
9:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA E OS EUA: Sean Purdy, Mary Anne Junqueira, Elizabeth Cancelli, Rodrigo Medina Zagni
9:00 - 13:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): A CONTROVÉRSIA ENTRE ESLAVÓFILOS, OCIDENTALISTAS E EURASIANISTAS: Angelo Segrillo, Giuliana Teixeira de Almeida, Priscila Nascimento Marques, Lucas Simone
14:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA, MEIO AMBIENTE E ORGANIZAÇÃO ESPACIAL: Elvio Rodrigues Martins, Ruy Moreira, Carlos Walter Porto Gonçalves, Douglas Santos
14:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E A EDUCAÇÃO: Ana Paula Hey, Ítalo de Aquino, Roberto Lehrer, Julio Turra, César Minto
14:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA E A EMANCIPAÇÃO DOS JUDEUS: Arlene Clemesha, Saul Kirschbaum, Samuel Feldberg, Jayme Brener, Miriam Oelsner
14:00 hs. (SV): O SILÊNCIO DOS VENCIDOS: OS COMUNISTAS E A REVOLUÇÃO DE 1930: Marcos A. Silva, Heloísa Faria Cruz, José Carlos Barreiro, Marco Aurelio Garcia, Sergio Alves de Souza
14:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO DOS ESCRAVOS: UM BECO SEM SAÍDA? Norberto Guarinello (USP) Debatedor: Uiran Gebara da Silva
17:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E INTELECTUAIS BRASILEIROS: Luiz Bernardo Pericás, Deni Rubbo, Rafael Bivar Marquese, Angelica Lovatto
17:00 hs. (AG): ROSA LUXEMBURGO, GEORG LUKÁCS, WALTER BENJAMIN E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Isabel Loureiro, Jorge Grespan, Francisco Alambert, Wolfgang Leo Maar
17:00 hs. (ANS): UMA “REVOLUÇÃO CONTRA O CAPITAL”? GRAMSCI E A REVOLUÇÃO RUSSA: Álvaro Bianchi (Unicamp) Debatedor: Cícero Araújo
17:00 hs. (CPJ): A NOVA POLÍTICA ECONÔMICA (NEP) 1921-1929: Joana Salem Vasconcellos, Marcos Cordeiro Pires, Luiz E. Simões de Souza, André Martins, Glaudionor Barbosa
17:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO E A URSS EM CONTRACULTURAS: Adrián Pablo Fanjul, Andréia Menezes, Larissa Locosselli, José Mauricio Rocha  
17:00 hs. (SV): A REVOLUÇÃO HÚNGARA DE 1919: Tibor Rabockzai (Universidade de São Paulo) Debatedor: Everaldo de Andrade
19:30 hs. (AH): A CULTURA E AS ARTES NA UNIÃO SOVIÉTICA: Clara de Freitas Figueiredo, Marcos Napolitano, Thyago Marão Villela, Peterson Pessoa, Luiz Renato Martins
19:30 hs. (ANS): A QUESTÃO AGRÁRIA NA RÚSSIA: Ariovaldo U. de Oliveira, Manoel Fernandes, Carlos Borba, Valéria De Marcos, Gilmar Mauro
19:30 hs. (AG): 1917 EM SÃO PAULO, GREVE GERAL: Gilberto Maringoni, Cláudio Batalha, Christina Roquette Lopreato, Luigi Biondi, Eujacio Silveira, Bruno Rodrigo, com estreia do filme 1917, a Greve Geral, de Carlos Pronzato, e relançamento de O Ano Vermelho de Luiz Alberto Moniz Bandeira
19:30 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO RUSSA E AS EDIÇÕES MARXISTAS: Marisa Midori Deaecto, Lincoln Secco, Flamarion Maués, Dainis Karepovs
19:30 hs. (AUDIG) A REVOLUÇÃO RUSSA E O MODERNISMO BRASILEIRO: Francisco Alambert (USP) Debatedora: Priscila Figueiredo
19:30 hs. (SV): CHE GUEVARA E A REVOLUÇÃO RUSSA: Roberto Massari (Fundação Internacional Che Guevara) Debatedor: Luiz Bernardo Pericás
4ª. Feira / 4 de outubro
9:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E REVOLUÇÃO ALEMÃ: Luiz Enrique V. de Souza, Felipe Demier, Fabio Mascaro Querido, Gilson Dantas
9:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO RUSSA E O CINEMA: Marcos A. Silva, Mauricio Cardoso, Wagner Pinheiro Pereira, Alessandro Gamo, Eduardo Morettin
9:00 hs. (AG): A REVOLUÇÃO RUSSA E O EXTREMO ORIENTE: Andrea Longobardi, Wladimir Pomar, Luciano Martorano, Shu Sheng, Fernando Leitão, Edgardo Loguercio
9:00 hs. (CPJ): JOHN REED, GEORGE ORWELL E OUTRAS ESCRITAS SOBRE A REVOLUÇÃO: Daniel Puglia, Marcos César de Paula Soares, Tercio Redondo, Rosângela Sarteschi, Matheus Cardoso da Silva, Lucca Eduardo Maldonado
9:00 hs. (AUDIG): A PSICOLOGIA SOVIÉTICA: PAVLOV, LURIA, VIGOTSKY, LEONTIEV: Miriam Garcia Mijares, Marilene Proença R. de Souza, Fraulein Vidigal de Paula, Maria Luisa S. Schmidt
9:00 - 13:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E OS BÁLCÃS: Savas Matsas (Centro Christian Rakovsky, Atenas) Debatedor: Rodrigo Medina Zagni
14:00 hs. (ANS): DA COMUNA AOS SOVIETS, DE MARX A MARCUSE: Wolfgang Leo Maar (Universidade Federal de São Carlos) Debatedora: Sara Albieri
14:00 hs. (AG): A DERROTA DO OUTUBRO ALEMÃO: Isabel Loureiro (Unesp) Debatedora: Rosa Rosa Gomes
14:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O MUNDO ÁRABE E MUÇULMANO: José Farhat, Malcon Arriaga, Aldo Sauda, Paulo Farah, Osvaldo Coggiola
14:00 hs. (SV): CAPITAL FINANCEIRO E IMPERIALISMO, GUERRA MUNDIAL E REVOLUÇÃO: Edmilson Costa, Sofia Manzano, Apoena Cosenza, Fátima Previdelli
14:00 hs. (CPJ): O PODER SOVIÉTICO E AS POTÊNCIAS OCIDENTAIS: Virgílio Arraes (UnB) – Reginaldo Nasser (PUC-SP) Debatedor: Daniel Gaido
17:00 hs. (AH): URSS E REVOLUÇÃO MUNDIAL: REVOLUÇÃO PERMANENTE? Daniel Gaido (Universidad de Córdoba) Debatedor: João Machado
17:00 hs. (AG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A FRANÇA: Gérard Goujon (Éducation Nationale, França) Debatedor: Carlos A. Zeron
17:00 hs. (ANS): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E REVOLUÇÃO ESPANHOLA: Antônio Rago, Ana Lúcia Gomes Muniz, Fernando Camargo, Ivan Rodrigues Martin, Ismara Izepe de Souza
17:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O IMPÉRIO OTOMANO: Heitor Carvalho Loureiro, José Farhat, Ramez Philippe Maaluf, Nelson Bacic Olic, Soraya Misleh
17:00 hs. (SV): 1989-1991: FIM DO MARXISMO? Mariano Schlez (Universidad del Sur, Argentina) Debatedora: Paula Marcelino
17:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A HOMOSSEXUALIDADE: Wilson Honório da Silva (Faculdades Integradas Guarulhos) Debatedoras: Amanda Palha e Gisele Sanfroni 
19:30 hs. (AH): REVOLUÇÃO RUSSA E INTELECTUALIDADE EUROPEIA: Vladimir Safatle, Paulo Arantes, Michael Löwy (CNRS, França)
19:30 hs. (ANS): O BOLCHEVISMO: AVATAR POLÍTICO OU ALTERNATIVA HISTÓRICA?  Jorge Altamira (Universidad Obrera, Buenos Aires) Debatedor: Antonio Bertelli
19:30 hs. (AG): A URSS E A REVOLUÇÃO CUBANA: Áquilas Mendes, Ramón Peña Castro, Carlos Alberto Barão, José R. Mao Jr, Stella Grenat (Universidad de Buenos Aires)
19:30 hs. (CPJ): O PCB E A UNIÃO SOVIÉTICA: Milton Pinheiro, Carlos Fernando Quadros, Marcus Dezemone, Augusto Bonicuore, Marly Vianna
19:30 hs. (SV): REVOLUÇÕES: AS ESQUINAS PERIGOSAS DA HISTÓRIA: Valério Arcary (IFECT) Debatedores: Valter Pomar e Ana Carolina Ramos
19:30 hs. (AUDIG): CONSELHISTAS, ANARQUISTAS E REVOLUÇÃO RUSSA: Elena Schembri, Felipe Correa, Gabriel Zacarias, Ricardo Rugai
5ª. Feira / 5 de outubro
9:00 hs. (AH): REVOLUÇÃO E CIÊNCIA SOVIÉTICA: Pedro Ramos, Gildo Magalhães, João Zanetic, Marcia R. Barros da Silva, Francisco A. Queiroz, Douglas Anfra
9:00 hs. (AG): LITERATURA RUSSA E REVOLUÇÃO: Arlete Cavaliere, Noé Oliveira Polli, Fatima Bianchi, Mário Ramos Francisco Jr
9:00 hs. (ANS): OS ESPORTES NA UNIÃO SOVIÉTICA: Flávio de Campos, Luiz Henrique de Toledo, Wagner X. Camargo, José Carlos Marques
9:00 hs. (AUDIG): OPOSIÇÃO DE ESQUERDA E TROTSKISMO NO BRASIL: Tullo Vigevani, Dainis Karepovs, José Castilho Marques Neto, Felipe Gallindo, Iram Jácome Rodrigues
9:00 (CPJ): AS REBELIÕES ANTIBUROCRÁTICAS NA EUROPA ORIENTAL: João Pedro Bueno, Francine Iegelski, Osvaldo Coggiola, Tibor Rabockzai
9:00 (SV): Comunicações Livres
14:00 hs. (AH): AS MULHERES NA REVOLUÇÃO RUSSA: Joana El-Jaick Andrade, Alana Moraes, Daniela Mussi, Diana Assunção, Iole Ilíada
14:00 hs. (ANS): O BOLCHEVISMO, A COMINTERN E A QUESTÃO NEGRA: Emerson Santos, Wilson Honório da Silva, Eduardo Januário, Fernando Frias, Aruã de Lima, Claudiceia Durans, Muryatan Barbosa
14:00 hs. (AG): A PSICANÁLISE NA RÚSSIA: Renata Udler Cromberg, João Augusto Frayze-Pereira, Paulo Sérgio de Souza Jr, Eduardo Kawamura
14:00 hs. (AUDIG): OS SURREALISTAS E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Michael Löwy (CNRS, França) Debatedores: Jorge Grespan e Alex Januário
14:00 hs. (CPJ): ITÁLIA: CONSELHOS OPERÁRIOS E PARTIDO COMUNISTA: José Luiz del Roio, Lincoln Secco, Elisabetta Santoro, Homero Santiago
14:00 hs. (SV): HUMOR RUSSO E HUMOR SOVIÉTICO: Elias Thomé Saliba (Universidade de São Paulo) Debatedor: Francisco Alambert
17:00 hs. (AH): A UNIÃO SOVIÉTICA E A ÁFRICA: Marina Gusmão de Mendonça, Leila Hernandez, Maria Cristina Wissenbach, Tânia Macedo, José Luiz Cabaço, Carlos Alberto Barão
17:00 hs. (AG): LYSSENKO E O DRAMA DA GENÉTICA SOVIÉTICA: Boris Vargaftig (ICB – USP) Debatedores: Carlos Winter e Fabio Andrioni
17:00 hs. (ANS): A REVOLUÇÃO TURCA E A RÚSSIA SOVIÉTICA: Sevtap Demirci (Instituto Atatürk - Universidade Boğaziç) Debatedor: Heitor C. Loureiro
17:00 hs. (CPJ): LENIN E LENINISMO: O QUE FAZER? Anderson Deo, Antonio Carlos Mazzeo, Valério Arcary, André Ferrari
17:00 hs. (AUDIG): FIM DO COMUNISMO OU COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO? Carlos A. Toledo, Anselmo Alfredo, Marildo Menegat, Ivan Cotrim
17:00 hs. (SV): HISTORIOGRAFIA SOVIÉTICA E HISTORIOGRAFIA BRITÂNICA: Mauricio Parisi (USP) Debatedor: Milton Pinheiro (UNEB)
19:30 hs. (AH): A INTERNACIONAL COMUNISTA, DA COMINTERN AO KOMINFORM: Everaldo Andrade, Antonio Bertelli, Antonio C. Mazzeo, Sean Purdy
19:30 hs. (AG): O ESTADO NA SOCIEDADE SOVIÉTICA: Alysson Leandro Mascaro, Camilo Onoda Caldas, Silvio Luiz de Almeida, Luiz Felipe Osório
19:30 hs. (ANS): PERESTROÏKA: PORQUE NÃO DEU CERTO? Lenina Pomeranz (Universidade de São Paulo) - José Arbex (PUC)
19:30 hs. (CPJ): FIDEL CASTRO E CHE GUEVARA ENTRE LENDA E REALIDADE: Luiz Bernardo Pericás (USP) Debatedor: Áquilas Mendes
19:30 hs. (SV): O COMUM E O COMUNISMO, ONTEM E HOJE: Jean Tible, Henrique Parra, Ricardo Teixeira, Tatiana Roque
19:30 hs. (AUDIG): VANGUARDAS RUSSAS MODERNISTAS E REALISMO SOCIALISTA: Rubens Machado, Francisco Foot Hardman, Quezia Brandão, Valentim Facioli
. Feira / 6 de outubro
9:00 hs. (AH): A EXPERIÊNCIA JURÍDICA SOVIÉTICA: Guilherme Cortez, Jorge Souto Maior, Márcio Bilharino Naves, Marcus Orione, Carolina Catini
9:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO SOVIÉTICA E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (LENIN E TAYLOR): Afrânio Catani (USP) Debatedores: Angela Lazagna e Gilson Dantas
9:00 hs. (ANS): REVOLUÇÃO RUSSA E PENSAMENTO LATINO-AMERICANO: Gilberto Maringoni, Igor Fuser, Gabriela Pellegrino Soares, Vinicius Moraes, Flavio Benedito
9:00 hs. (CPJ): A REVOLUÇÃO RUSSA E O BRASIL: Frederico Duarte Bartz, Felipe Castilho de Lacerda, Christiano Britto Monteiro, Rosana de Moraes, Lucca Eduardo Maldonado
9:00 hs. (SV): A RÚSSIA DE PUTIN E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: Joimar de Castro Menezes (Universidade São Judas Tadeu) Debatedora: Lidiane Rodrigues
9:00 hs. (AUDIG): A REVOLUÇÃO RUSSA NAS LITERATURAS HISPÂNICAS: Margareth Santos, Pablo Gasparini, Gabriel Lima, Graciela Foglia
14:00 hs. (AH): PCB, PC do B, TROTSKISTAS, PT: AS METAMORFOSES DO COMUNISMO BRASILEIRO: Rodrigo Ricupero, Murilo Leal, Pedro Pomar, Carlos Zacarias, Eduardo Almeida
14:00 hs. (ANS): GEOPOLÍTICA E GEO-HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO SOVIÉTICA: André Martin, Erivaldo C. de Oliveira, Rafael Duarte Villa, Valter Pomar, Wanderley Messias da Costa
14:00 HS. (AG): O STALINISMO: SOCIALISMO OU ANOMALIA HISTÓRICA? Breno Altman, Waldo Melmerstein, Darlan Montenegro, Zilda Iokoi, André Singer
14:00 hs. (CPJ): GUERRA FRIA E HEGEMONIA DO DÓLAR: Maria Lucia Fattorelli (Auditoria Cidadã da Dívida) Debatedores: Leda Paulani e José Menezes
14:00 hs.. (SV): CHILE 1973: FIM DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA? Enio Bucchioni, Horácio Gutiérrez, Plinio de Arruda Sampaio Jr, Fabio Luis Barbosa
14:00 hs. (AUDIG): O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS E A “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS”: Raquel Varela (Universidade Nova de Lisboa) Debatedora: Vera Ferlini
17:00 hs. (AH): O FIM DA URSS: ANÁLISE DAS CAUSAS: Angelo Segrillo, Gilson Dantas (UnB), Robério Paulino (UFRN), Martin Hernandez, Lívia Cotrim
17:00 hs. (AG): REVOLUÇÃO RUSSA E AMÉRICA LATINA: Fernando Sarti, Everaldo Andrade, Felipe Deveza, Yuri Martins Fontes, Mateus Fiorentini
17:00 hs. (ANS): A ESQUERDA NO BRASIL HOJE: João Batista de Araújo (Babá), Valério Arcary, Mauro Iasi, Guilherme Boulos, Breno Altman, José Maria de Almeida (Zé Maria), Gilmar Mauro
17:00 hs. (AUDIG): HISTÓRIA E REVOLUÇÃO: CEM ANOS DE ERIC HOBSBAWM: Lincoln Secco, Francisco Alambert, Fernando Novais, Marcos A. Silva
17:00 hs. (SV): LÊNIN E A REVOLUÇÃO RUSSA: Vladimir Palmeira (Faculdades Honório Alonso) Debatedor: Francisco Miraglia
17:00 hs. (CPJ): MÚSICA E REVOLUÇÃO SOVIÉTICA: José Geraldo Vinci de Moraes (USP) Debatedor: Antonio C. Mazzeo
19:30 hs. (AH): A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E O SÉCULO XXI: Jorge Altamira, Savas Matsas, Plinio de Arruda Sampaio Jr, Valter Pomar, Eduardo Almeida
19:30 hs. (AG): O “BLOCO SOCIALISTA”, BALANÇO ECONÔMICO: José Menezes Gomes, Gilson Dantas, Leda Paulani, Vitor Schincariol, Edgardo Loguercio
19:30 hs. (ANS): CLASSE OPERÁRIA E REVOLUÇÃO: O PROLETARIADO AINDA É AQUELE? Ricardo Antunes, Iram Jácome Rodrigues, Ruy Braga, Raquel Varela
19:30 hs. (AUDIG): IMPERIALISMO E REVOLUÇÃO, ONTEM E HOJE: Virgínia Fontes (Universidade Federal Fluminense), Lúcio Flavio de Almeida (PUC), Antônio Roberto Espinosa (Unifesp), Regina Gadelha (PUC)
AH: Anfiteatro de História - AG: Anfiteatro de Geografia - ANS: Anfiteatro Nicolau Sevcenko - CPJ: Sala Caio Prado Júnior - SV: Sala de Vídeo - AUDIG: Auditório de Geografia
Comissão OrganizadoraOsvaldo Coggiola, Jorge Grespan, Sean Purdy, Everaldo de Andrade, Milton Pinheiro, Francisco Alambert, Angelo Segrillo, Lincoln Secco, Rodrigo Ricupero, Luiz B. Pericás, Adrián Fanjul, Maria Luisa Schmidt
Apoio: Laboratório de Estudos da Ásia (LEA), GMarx, Boitempo Editorial, Programa de Pós-Graduação em História Econômica, NEPH (Núcleo de Economia Política e História Econômica), Centro de Estudos Africanos, LUDENS, CAHIS, CEDHAL (Centro de Demografia Histórica da América Latina), NACI - Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional, Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM), Consulado Geral da República da Turquia
Inscrições: http://cemanosrevolucaorussa.fflch.usp.br/                                     
SERÃO FORNECIDOS CERTIFICADOS DE FREQUÊNCIA
Simpósio Internacional "1917-2017 - Centenário da Revolução Russa" Desenvolvido com Drupal
ASTECA CONTABILIDADE E ASSESSORIA